terça-feira, 17 de maio de 2011

Inspiração do dia!

Soneto XVIII

Poderei comparar-te, acaso, a um dia estivo?
Mais agradável és, porque és mais moderado.
Caem os lindos botões de maio, ao vento esquivo,
E o tempo do verão é muito limitado.
Alguma vez, o olhar do céu mui quente brilha;
Outras, o resplendor dourado se lhe embaça;
E, casualmente, ou por mudar a vária trilha,
A Natureza perde a sua imensa graça.
Mas não murchará nunca o teu verão eterno,
Nem perderá jamais os encantos ingentes,
Nem morrerá, tampouco, o teu garbo superno,
Se afrontares a morte em meus versos veementes.
Enquanto existir mundo ou o olhar puder ver,
Meus versos viverão e hás de neles viver.

William Shakespeare

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