quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Wishlist: Victorian Maiden

Boa noite!
Tudo bem?

     Ultimamente eu ando tão cheia de coisas para fazer que, nossa, tem uma hora que dá vontade de jogar tudo para o alto! Numa dessas, surge uma postagem nada criativa, mas que não deixa de ser muito divertida para quem faz: uma lista de desejos! Mas não uma lista de desejos qualquer, e, sim, uma seleção de artigos que eu não posso ter por enquanto e que, justamente por isso, me faz desejar ainda mais! Com você, meus dream itens da brand lolita que eu mais amo no universo inteiro, Victorian Maiden!!

     Não necessariamente por ordem de prioridade, desejo com todo o meu coração:

Blouses
     Essas três, além do modelo maravilhoso, podem ser usadas com laços, algo que eu acho lindo em classical! As rendas e babados são outros motivos para encherem os olhos! Acredito que minha paixão por esse subestilo tenha a ver quase que essencialmente por eles!




Saias
     Sem comentários! Eu ia colocar apenas as imagens das saias, mas vê-las dentro de outfits é muito melhor! Sente a classe!
     Apesar dos modelos serem muito semelhantes, eu não consegui me limitar e, o que a princípio era para ser uma wishlist de apenas 10 itens, eu acabei me estendo aqui!
     Minha maior surpresa foi me deparar com minha recente paixão por flores nas estampas: eu não me interessava por elas, e noto como venho salvando muitas imagens de modelos e padronagens semelhantes à da última saia. Venho pensando seriamente em fazer um outfit classical com temática country.





Vestidos
     Suspirando eternamente. São modelos bastante diferentes, embora as flores prevaleçam nas estampas. 
     Preto e bordô, nas duas primeiras imagens, me fazem pensar em algo mais outonal, e essas cores me inspiram "nobreza".
     O tom claro dos dois vestidos do meio parecem festejar a chegada da primavera no campo! Destaque para o outfit da direita: eu amo a combinação das peças claras com sapatos escuros!
     As duas últimas imagens me passam uma certa nostalgia, e preciso dizer que o vestido da esquerda me encanta pela simplicidade!





Outros itens
Caixa imitando livro


Parassóis


Sapatos
Se já sou maluca com sapatos do dia a dia, por que seria diferente com sapatos lolita?




Espelho
As flores e a moldura dourada são maravilhosas e passam um ar romântico!
Lindo!



    Bem, acho que era isso! Com certeza muitas outras coisas que eu amo da Victorian Maiden não estão por aqui, mas deu para ter uma ideia de como eu realmente gosto dessa brand, não?!

     Até a próxima!!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Inspiração do dia: A matéria de que os sonhos são feitos

A matéria de que os sonhos são feitos
 John Anster, artista irlandês do século XVIII

     Conheci essa imagem ao explorar um livro que tenho de coletâneas de histórias infantis, "Volta ao mundo em 52 histórias", com recontos de Neil Phillip e ilustrações de Nilesh Mistry. 

     Na pintura, o mundo se transforma ao sonharmos, revelando seres estranhos e desejos íntimos. Acho de extrema profundidade, e cada vez que olho para ela, descubro algo novo! Para conferir detalhes, clique sobre a imagem para ampliá-la!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dica do dia: fazendo seu próprio favicon!

Boa tarde!!
Tudo tranquilo?

     Há uns dias atrás, enquanto dava uma olhada na parte de "Design" aqui do blog, eu decidi que queria fazer um favicon legal para aparecer ao lado da url quando o Midori Sakura fosse acessado. 

     Como eu não sabia (santa ignorância!) que era extremamente fácil de se produzir um favicon personalizado, eu saí procurando pela internet por ícones já disponíveis... O fato é que não me agradei pelas imagens oferecidas. Pesquisei então por geradores de favicons e, dentre os vários resultados, experimentei alguns e selecioneu estes três para falar um pouquinho:

     Obviamente, por ser o primeiro resultado, foi também o primeiro testado. Nesse gerador, dá tanto para importar imagens, modificando cores, por exemplo, quanto para "desenhar" seu próprio ícone, assim como compartilhar seus favicons, através de um registro. Foi com ele que fiz o primeiro favicon do blog (que já não está mais disponível!).



     Avaliação: não gostei de utilizá-lo. Com esse generator, tentei "desenhar" um ícone, mas ficou muito ruim o resultado. Decidi, então, utilizar uma imagem salva, e pude modificar a cor. O resultado prévio ficou interessante. Porém, quando a imagem foi transformada em favicon, ficou muito feia, pois perdeu a qualidade da resolução. Usei esse favicon temporariamente.



☆ Generator do blog Traffic Showdown
     Como eu estava bastante insatisfeita com o primeiro favicon do blog, aproveitei que estava dando uma geral nas configurações, e experimentei esse gerador para fazer um novo, "upando" uma imagem que eu já tinha.Como diferencial, esse gerador oferece a possibilidade de fazer um favicon animado, inclusive com texto.



     Avaliação: foi bastante rápido de fazer e nem precisei me preocupar com redimensionar imagem ou qualquer coisa do tipo (desde que essa imagem tenha até 5 MB). Optei por não adicionar nenhum texto, por achar desnecessário. Ao terminar, fiz o download em um arquivo zipado, no qual veio três versões de favicon: duas estáticas, com tamanhos diferentes, e uma animada. Eu queria usar as versões estáticas, porém, a imagem pequena é muuuito pequena, e a grande, desconfigurada... 



     Com certeza, o mais simples de todos os geradores! Basta você ter uma uma imagem previamente salva no seu computador.



     Avaliação: sem animações ou outros recursos, esse gerador acabou apresentando o melhor resultado final: apesar de solicitar que a imagem fosse quadricular (o que a minha não era exatamente), gerou um favicon limpo e de boa resolução! Ao terminar, o arquivo vai para a pasta de "Downloads" e você pode carregá-la diretamente para o blog! Simples e sem transtornos! Adorei meu novo favicon!

Bem, vou ficando por aqui!
Espero que esses links possam ser de utilidade, caso você queira fazer um ícone para seu espaço ou modificá-lo!

Até a próxima!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Eu vejo gente morta": Meg Cabot e a série "A Mediadora"

Boa tarde!!
Tudo bem com você?


     Como comentei com uma amiga, eu estou preparando para o Midori Sakura uma série de pequenas resenhas de livros, e posso dizer que estava empolgada para escrever essa aqui em especial!

     Quando comecei a postar sobre alguns livros que estava lendo, e isso remete aos posts sobre vampiros e anjos, vi que uma série muito boa iria acabar ficando bastante deslocada, e que eu precisaria fazer uma seção especial só para ela, de tal forma que hoje chegou a vez de eu falar um pouquinho mais sobre sobrenatural, mais especificamente, sobre uma menina que tem um dom muito especial: o poder interagir com pessoas que já passaram para o outro lado!




"A terra das sombras"
Autora: Meg Cabot
Série "A Mediadora": "A terra das sombras", "O arcano nove", "A reunião", "A hora mais sombria", "Assombrado" e "Crepúsculo"

Resumo (livro 1):
"Falar com um fantasma pode ser assustador. Ter a habilidade de se comunicar com todos eles então é de arrepiar qualquer um. A jovem Suzannah seria uma adolescente nova-iorquina comum, com seu indefectível casaco de couro, botas de combate e humor cáustico, se não fosse por um pequeno detalhe: ela conversa com mortos. Suzannah é uma mediadora, em termos místicos, uma pessoa cuja missão é ajudar almas penadas a descansar em paz. Um dom nada bem-vindo e que a deixa em apuros com mãe e professores. Como convencê-los da inocência nas travessuras provocadas por assombrações? 

Com muito humor, neste primeiro volume da série A Mediadora, Meg Cabot nos apresenta a vida desta mediadora que tem certa ojeriza a prédios antigos: quanto mais velho um edifício, maiores as probabilidades de alguém ter morrido dentro dele. Filha de um pai-fantasma nada ausente e uma nova família, que inclui um pai adotivo e três irmãos postiços, a história começa com a mudança de Suzannah para uma casa mal-assombrada na ensolarada Califórnia. Só que Jesse não é um espírito qualquer, é um fantasma bonitão que nada faz para assustá-la, muito pelo contrário."

Comentários:
     Eu conheci Meg Cabot através da história de "O diário da princesa", há séculos! Não li os livros (tenho uma amiga super querida que aproveitou a euforia dos lançamentos e tem a coleção completa!), de forma que entrei em contato com a escrita da autora ao pegar emprestado "A rosa do inverno", que, decididamente, não foi uma das melhores leituras...

     A chance de ler Meg Cabot de novo partiu da minha vizinha (mantemos uma espécie de "clube do livro"!), e confesso que amei poder conhecer Suzannah e, bem, claro, Jesse!

     A história é muito leve e divertida! Flui de uma forma muito gostosa e, pelos exemplares não serem grossos, a série é lida rapidamente (eu, por exemplo, terminei de ler "A hora mais sombria", li todo "Assombrado" e iniciei "Crepúsculo" em um só dia, quando estava de férias!).

     Como descrito no resumo, Suzannah irá se deparar com vários espíritos diferentes - com temperamentos e razões de ainda persistirem, de alguma forma, ligados ao plano terreno -,  mas sua função é bem definida: independente do tipo de tratamento para com eles (o que pode ser de uma conversa bem educada a gritos e chutes!), ela tem de fazer com que sigam seu caminho, mediando sua travessia deste para outro mundo.  Se isso já não fosse motivo suficiente para gerar confusões, imagina como fica a cabeça de Suze ao dividir seu quarto com Jesse de Silva, um rapaz inteligente, bonito, charmoso e... morto?!

     "A Mediadora", na minha opinião, é uma das melhores séries de romances sobrenaturais do momento. Apesar de reunir os elementos da fórmula mágica atual (leia-se romance proibido, personagens estranhos e escrita em primeira pessoa), ainda assim, os livros conseguem ser surpreendentes. Acredito que algo que contribui para isso seja o próprio fato da história, apesar de ser desenvolvida em 6 volumes, não se estender demais e não se ater a passagens desnecessárias (sim, isso é um crítica a "Crepúsculo" e cia Ltda!).

     Ponto negativo: embora nem seja assim tão ruim, a protagonista do enredo me irrita um pouco com seus "delírios de consumo"! Argh! Ela consegue ser bastante fútil ao listar as peças de seu armário e demais acessórios (todos de marca, lógico!)... Esse tipo de estereótipo de adolescente eu acho muito sem graça.

     Enfim, fica a dica! Bons momentos te esperam nas páginas de "A Mediadora"!

Até a próxima!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A perspectiva das personagens femininas na literatura de romances históricos: "A tenda vermelha", "A mulher de Pilatos" e "As brumas de Avalon"

     Hoje eu quero falar de livros! Olhando minha estante, e posso dizer, com certeza, que consumo muitos livros durante o ano, fiz uma lista de futuras postagens que pretendo escrever! 

     Para quem já fez alguma visita anterior ao Midori Sakura, talvez seja provável que já tenha esbarrado com alguma "resenha" minha (coloco entre aspas mesmo pois, resenha, para mim, é algo mais sério e cuidadoso se comparado aos meus modestos e despretensiosos comentários!). Vendo a tag "HI, MISS ALICE", já escrevi em defesa dos best-sellers (sim, os considero literatura!), sobre histórias de vampiros, anjos, e sonhos, já citei Marina Colasanti, Raphael Draccon e Ondjaki, assim como J.K. Rowling, Lewis Carrol e William Shakespeare. De uma certa forma, transitei por caminhos diversos, porque a literatura tem isso: ser vasta e rica!

     Pois bem! Voltando à minha estante, e cabe destacar que só ficam nela livros que realmente me são importantes, eu quero começar novas postagens, e decidi iniciar isso a partir de um tema que eu aprecio muito: a perspectiva de personagens femininas em romances históricos na literatura contemporânea. Para isso, eu escolhi comentar um pouco três títulos, que aparecem a seguir não por uma ordem aleatória, ou por ano de lançamento, mas pela sequência em que entrei em contato com as respectivas obras!

"A tenda vermelha"
Autora: Anita Diamant
Editora: Sextante
Ano de lançamento: 2006
Status: Esgotado

Resumo:
"Na Bíblia, as mulheres ocupam um lugar à sombra, por isso ficamos privados de sua sensibilidade na descrição dos acontecimentos. Numa narrativa envolvente, Anita Diamant resgata esse olhar feminino e dá vida às personagens bíblicas, recriando o ambiente em que viveram, seu cotidiano, suas provações e suas paixões.
Filha de Jacó e Lia, Dinah - cuja trajetória é apenas sugerida no Livro do Gênese - é a figura central desta trama, que começa com a história das quatro esposas de Jacó, a quem ela chama de "mães": Lia, Raquel, Zilpah e Bilah. O amor delas e o legado que lhe transmitem servem de apoio durante a fase de trabalho duro da juventude, no ofício de parteira e na vida nova em uma terra estrangeira.
À medida que cresce, Dinah observa tudo o que se passa no deserto: as conquistas, a rivalidade entre os irmãos, a sensualidade intuída, a aspereza do relacionamento entre os homens, a complexidade dos sentimentos das mulheres, a construção de um povo descrita a partir da saga de um núcleo familiar. De espectadora, ela passa a protagonista, e são seus amores, medos, descobertas e perdas que vão sendo narrados no cenário mais amplo de um mundo bíblico de caravanas, pastores, agricultores, príncipes, escravos e artesãos.
Ganhador do importante prêmio O Livro de Ficção do Ano 2001 concedido pela Associação dos Livreiros Independentes Americanos, com mais de dois milhões de exemplares vendidos, A tenda vermelha é uma fascinante viagem à época em que nossa civilização e nossos valores começaram a ser delineados."

Comentários:
     Conheci esse livro ao pegar na livraria um exemplar, cedido pela editora, do primeiro capítulo. Confesso que fui fisgada às primeiras linhas. A escrita da autora é muito poética e extremamente intensa. Não é apenas uma versão do que poderia ter sido a história de Dinah - é a própria voz de Dinah, como que transcrita por Anita - a narração ocorre em primeira pessoa. Escrevo isso porque, antes de ambientalizar uma personagem bíblica, o enredo não tem como objetivo fazer um paralelo ao pouco que se conhece dos hábitos sumérios por meio de passagens na Bíblia, mas ir além, explorando como seria a vida, principalmente a vida  das mulheres, em uma sociedade onde o Cristianismo ainda engatinhava, e o Sagrado era buscado/expresso pelo politeísmo, com grande reverência-referência ao feminino.
     A obra é dividida em três partes, mas não pretendo entrar em detalhes aqui, evitando fazer spoilers! A leitura é fluida, envolvente e bastante impactante, principalmente acerca das descrições detalhadas de rituais que eram praticados àquela época. Enfim, "A tenda vermelha" é uma história de amor e de ódio, de morte e de vida, de momentos tensos e de momentos delicados. Recomendadíssima! Tanto que encontra-se esgotada na editora!


"A mulher de Pilatos"
Autora: Antoinette May
Editora: Sextante
Ano de lançamento: 2008
Status: Esgotado

Resumo:
"Nascida com o dom da premonição, Cláudia era atormentada por visões de guerra e morte desde a infância. Apesar de não poder interferir no curso da história, ela faz de tudo para evitar um dos mais trágicos acontecimentos de todos os tempos: a crucificação de Jesus. Ao saber da paixão de sua amiga Miriam de Magdala por um religioso radical chamado Jesus de Nazaré, Cláudia prevê um futuro terrível. Quando Jesus é preso, ela suplica ao marido Pôncio Pilatos que o inocente. Mas, cedendo à vontade do povo, Pilatos lava as mãos e o condena. 
Mesmo casada, Cláudia se apaixona perdidamente pelo gladiador Holtan, mas continua lutando ao lado do marido para manter a ordem na sociedade romana, tomada pelo caos político e social. Repleto de romance, religião, aventura e suspense, este livro apresenta a possível vida dessa misteriosa mulher que, apesar de aparecer uma única vez na Bíblia, está profundamente ligada à história do cristianismo."

Comentários:
     Essa, com certeza, foi uma das sinopses mais ruins que eu já li e, se não fosse a vontade maior de adquirir o livro por ter uma expectativa boa, eu não o compraria. A pessoa responsável por sua divulgação acabou por restringir a história do livro apenas ao 'subtítulo' da obra. Convenhamos, quem leu sabe que não é bem assim!
     Eu descreveria esse livro como a perspectiva feminina de uma das possibilidades de vida das mulheres de Roma, no século I d.C. A personagem de Cláudia é uma iniciada em Mistérios, e é bastante interessante a descrição que a autora faz das fases pelas quais ela passa, os rituais pelos quais busca evoluir dentro de sua religião, a qual remete ao Sagrado Feminino.
     Em meio a sofrimentos, incertezas, descobertas e crescimento pessoal, o enredo, narrado em primeira pessoa, assim como em "A tenda vermelha", é muito rico, a escrita bem desenvolvida, e é uma pena que a obra em português ganhou impressa na capa, antes mesmo do título, a frase "A dama do Império Romano que tentou salvar Jesus Cristo", ao invés do original "A novel of the Roman Impire". Péssimo hábito das editoras brasileiras esse, de limitar as ideias de um livro com o único objetivo de fazer propaganda.



"As brumas de Avalon"
Volumes: "A Senhora da Magia", "A Grande Rainha", "O Gamo-Rei" e "O Prisioneiro da Árvore"
Autora: Marion Zimmer Bradley
Editora: Imago
Ano de lançamento da coleção completa: 2008


Resumo da coleção: 
"Guinevere se casou com Artur por determinação do pai, mas era apaixonada por Lancelote. Ela não conseguiu dar um filho e herdeiro para o marido, o que gera sérias conseqüências políticas para o reino de Camelot. Sua dedicação ao cristianismo acaba colocando Artur, e com ele toda a Bretanha, sob a influência dos padres cristãos, apesar de ser juramento de respeitar a velha religião de Avalon. 
Além da mãe de Artur, Igraine e de Viviane, a Senhora do Lago que é a Grande Sacerdotisa de Avalon, uma outra mulher é fundamental na trama: Morgana, a irmã de Artur. 
Ela é vibrante, ardente em seus amores e em suas fidelidades, e polariza a história com Guinevere, constituindo-se em a sua grande rival. Sendo uma sacerdotisa de Avalon, ela tem a Visão, o que a transforma em uma mulher atormentada. 
Trata-se, acima de tudo, da história do conflito entre o cristianismo, representado por Guinevere, e da velha religião de Avalon, representada por Morgana. 
Ao acompanhar a evolução da história de Guinevere e de Morgana, assim como dos numerosos personagens que as cercam, acompanhamos também o destino das terras que mais tarde seriam conhecidas como Grã-Bretanha. 
"As Brumas de Avalon" evoca uma Bretanha que é ao mesmo tempo real e lendária - desde as suas desesperadas guerras pela sobrevivência contra a invasão saxônica até as tragédias que acompanham Artur até a sua morte e o fim da influência mítica por ele representada. 
Igraine, Viviane, Guinevere e Morgana revelam através da história de suas vidas e sentimentos a lenda do rei Artur, como se ela fosse nova e original."


Comentários:
     "As brumas de Avalon" foi outra dica de uma vizinha que ama ler, e que acabou me emprestando a coleção! Acho que todos, de alguma forma, já ouviram ou se encantaram, ao menos uma vez, com a história de Rei Arthur... Após ler "A tenda vermelha" e "A mulher de Pilatos", fiquei curiosa para saber como havia sido desenvolvida a narrativa dessa grande lenda pela perspectiva de mulheres tão diferentes e fortes como Igraine, Viviane, Morgana e Gwenhwyfar.
     Apesar de a fonte impressa ser super pequena, o que faz pensar que os livros são bastante curtos (!), a leitura é muito fluente. O ritmo da narrativa não cansa, e Camelot e seus conhecidos personagens, revisitados, são incríveis! Novamente, a religião se apresenta no enredo, e rituais de iniciação e magia são abordados. A valorização do feminino e a importância de um equilíbrio entre esse lado e o masculino também estão presentes. Uma das melhores questões que destaco é "o que seria ser religioso?" para as personagens? As respostas e dúvidas estão aí!
     Após ler "As brumas de Avalon", é impossível permanecer com as mesmas imagens tradicionais do legendário Arthur. As ideias fervilham com novas possibilidades!


     Bem, vou ficando por aqui!
     Acho que o que fica, após encerrar essa postagem é que, antes de pensar em querer definir qual a melhor versão, a possibilidade de podermos contar com pontos de vistas diferentes, como os exemplos apresentados, apenas enriquece ainda mais essas histórias, e nos permite pensar além daquilo que é proposto pelo senso comum. 

     Cabeças pensantes são sempre necessárias! Abram os olhos e vislumbrem novos horizontes: eis uma bela forma de aprender, respeitar e valorizar a diversidade como um todo (seja na ficção, seja na vida!)

     Até a próxima!

P.S.: Apenas como nota de esclarecimento, os resumos dos livros aqui abordados (bem como os que já foram utilizados em outras postagens de 'resenha') não foram feitos por mim. São apenas textos de divulgação elaborados pelas editoras ou sites de compras (no caso dessa postagem, do site Submarino!)
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